sábado, 27 de novembro de 2010

Radioterapia


Radioterapia

A radioterapia é um método capaz de destruir células tumorais, empregando feixe de radiações ionizantes. Uma dose pré-calculada de radiação é aplicada, em um determinado tempo, a um volume de tecido que engloba o tumor, buscando erradicar todas as células tumorais, com o menor dano possível às células normais circunvizinhas, à custa das quais se fará a regeneração da área irradiada.

As radiações ionizantes são eletromagnéticas ou corpusculares e carregam energia. Ao interagirem com os tecidos, dão origem a elétrons rápidos que ionizam o meio e criam efeitos químicos como a hidrólise da água e a ruptura das cadeias de ADN. A morte celular pode ocorrer então por variados mecanismos, desde a inativação de sistemas vitais para a célula até sua incapacidade de reprodução.

A resposta dos tecidos às radiações depende de diversos fatores, tais como a sensibilidade do tumor à radiação, sua localização e oxigenação, assim como a qualidade e a quantidade da radiação e o tempo total em que ela é administrada.

Para que o efeito biológico atinja maior número de células neoplásicas e a tolerância dos tecidos normais seja respeitada, a dose total de radiação a ser administrada é habitualmente fracionada em doses diárias iguais, quando se usa a terapia externa.

Radiossensibilidade e radiocurabilidade

A velocidade da regressão tumoral representa o grau de sensibilidade que o tumor apresenta às radiações. Depende fundamentalmente da sua origem celular, do seu grau de diferenciação, da oxigenação e da forma clínica de apresentação. A maioria dos tumores radiossensíveis são radiocuráveis. Entretanto, alguns se disseminam independentemente do controle local; outros apresentam sensibilidade tão próxima à dos tecidos normais, que esta impede a aplicação da dose de erradicação. A curabilidade local só é atingida quando a dose de radiação aplicada é letal para todas as células tumorais, mas não ultrapassa a tolerância dos tecidos normais.

Indicações da radioterapia

Como a radioterapia é um método de tratamento local e/ou regional, pode ser indicada de forma exclusiva ou associada aos outros métodos terapêuticos. Em combinação com a cirurgia, poderá ser pré-, per- ou pós-operatória. Também pode ser indicada antes, durante ou logo após a quimioterapia.

A radioterapia pode ser radical (ou curativa), quando se busca a cura total do tumor; remissiva, quando o objetivo é apenas a redução tumoral; profilática, quando se trata a doença em fase subclínica, isto é, não há volume tumoral presente, mas possíveis células neoplásicas dispersas; paliativa, quando se busca a remissão de sintomas tais como dor intensa, sangramento e compressão de órgãos; e ablativa, quando se administra a radiação para suprimir a função de um órgão, como, por exemplo, o ovário, para se obter a castração actínica.


Fontes de energia e suas aplicações

São várias as fontes de energia utilizadas na radioterapia. Há aparelhos que geram radiação a partir da energia elétrica, liberando raios X e elétrons, ou a partir de fontes de isótopo radioativo, como, por exemplo, pastilhas de cobalto, as quais geram raios gama. Esses aparelhos são usados como fontes externas, mantendo distâncias da pele que variam de 1 centímetro a 1 metro (teleterapia). Estas técnicas constituem a radioterapia clínica e se prestam para tratamento de lesões superficiais, semiprofundas ou profundas, dependendo da qualidade da radiação gerada pelo equipamento.  
Os isótopos radioativos (cobalto, césio, irídio etc.) ou sais de rádio são utilizados sob a forma de tubos, agulhas, fios, sementes ou placas e geram radiações, habitualmente gama, de diferentes energias, dependendo do elemento radioativo empregado. São aplicados, na maior parte das vezes, de forma intersticial ou intracavitária, constituindo-se na radioterapia cirúrgica, também conhecida por braquiterapia.


No quadro abaixo estão relacionadas as diversas fontes usadas na radioterapia e os seus tipos de radiação gerada, energias e métodos de aplicação.

Fonte

Tipo de radiaçãoEnergiaMétodo de aplicação
ContatoterapiaRaios X (superficial)10 - 60 kVTerapia
superficial


RoentgenterapiaRais X (ortovoltagem)100 - 300 kVTerapia semiprofunda
Unidade de CobaltoRaios gama1,25 MeVTeleterapia profunda
Acelerador LinearRaios X de alta energia e elétrons*1,5 - 40 MeVTeleterapia profunda
Isótopos radioativosRaios gama e/ou betaVariável conforme o isótopo utilizadoBraquiterapia


* Os feixes de elétrons, na dependência de sua energia, podem ser utilizados também na terapia superficial.

As unidades internacionalmente utilizadas para medir as quantidades de radiação são o röentgen e o gray. O röentgen (R) é a unidade que mede o número de ionizações desencadeadas no ar ambiental pela passagem de uma certa quantidade de radiação. Já o gray expressa a dose de radiação absorvida por qualquer material ou tecido humano. Um gray (Gy) corresponde a 100 centigrays (cGy).

Efeitos adversos da radioterapia

Normalmente, os efeitos das radiações são bem tolerados, desde que sejam respeitados os princípios de dose total de tratamento e a aplicação fracionada.Os efeitos colaterais podem ser classificados em imediatos e tardios. Os efeitos imediatos são observados nos tecidos que apresentam maior capacidade proliferativa, como as gônadas, a epiderme, as mucosas dos tratos digestivo, urinário e genital, e a medula óssea. Eles ocorrem somente se estes tecidos estiverem incluídos no campo de irradiação e podem ser potencializados pela administração simultânea de quimioterápicos. Manifestam-se clinicamente por anovulação ou azoospermia, epitelites, mucosites e mielodepressão (leucopenia e plaquetopenia) e devem ser tratados sintomaticamente, pois geralmente são bem tolerados e reversíveis.

Os efeitos tardios são raros e ocorrem quando as doses de tolerância dos tecidos normais são ultrapassadas. Os efeitos tardios manifestam-se por atrofias e fibroses. As alterações
de caráter genético e o desenvolvimento de outros tumores malignos são raramente observados. Todos os tecidos podem ser afetados, em graus variados, pelas radiações. Normalmente, os efeitos se relacionam com a dose total absorvida e com o fracionamento utilizado. A cirurgia e a quimioterapia podem contribuir para o agravamento destes efeitos.

Fonte: Controle do Câncer: uma proposta de integração ensino-serviço. 2 ed. rev. atual. - Rio de Janeiro: Pro-Onco. 1993

Quimioterapia

O que é quimioterapia?

A quimioterapia é um tipo de tratamento para câncer que usa medicamentos para destruiras células cancerosas.

Como a quimioterapia funciona?

A quimioterapia funciona ao interromper ou retardar o crescimento de células de câncer, as quais crescem e se dividem rapidamente. Entretanto, a quimioterapia também pode danificar células saudáveis que se dividem rapidamente, como aquelas no revestimento da boca e intestino ou as que fazem o cabelo crescer. Os danos às células saudáveis ocasionam efeitos colaterais. Freqüentemente os efeitos colaterais melhoram ou somem depois que a quimioterapia termina.
O que a quimioterapia pode fazer?
Dependendo do tipo de câncer e seu estágio, a quimioterapia pode:
* Curar o câncer, quando a quimioterapia destrói as células cancerosas ao ponto que o médico não pode mais detectá-las no corpo e elas não retornam mais.
* Controlar o câncer, quando a quimioterapia impede o câncer de se espalhar retardando seu crescimento ou destruindo as células cancerosas que se espalharam a outras partes do corpo.
* Melhorar os sintomas do câncer, quando a quimioterapia diminui tumores que estão causando dor ou pressão.
Tipos de quimioterapia pela forma como é usada?
Algumas vezes a quimioterapia é usada como o único tratamento contra o câncer. Porém, mais freqüentemente, o paciente passa por quimioterapia juntamente com cirurgia, radioterapia ou terapia biológica. A quimioterapia pode:
* Diminuir o tamanho do tumor antes de cirurgia ou radioterapia. Esse tipo é chamado quimioterapia neoadjuvante.
* Destruir células cancerosas que podem permanecer depois da cirurgia ou radioterapia. Esse tipo é chamado quimioterapia adjuvante.
* Ajudar a radioterapia e terapia biológica a funcionar melhor.
* Destruir células cancerosas que retornaram (câncer recorrente) ou se espalharam a outras partes do corpo (metástase).
Tipos de quimioterapia de acordo com a forma como é dada.
A quimioterapia pode ser dada de muitas formas:
* Injeções.
* Intra-arterial, a quimioterapia vai direto na artéria que está alimentado o câncer.
* Intraperitoneal, a quimioterapia vai direto na cavidade peritoneal, a área que contém órgãos como intestinos, estômago, fígado e ovários.
* Intravenosa, a quimioterapia vai direto na veia.
* Topicamente, a quimioterapia á dada em creme esfregado na pele.
* Oralmente, a quimioterapia é dada em pílulas, cápsula ou líquidos que são engolidos.
Como o paciente se sente durante a quimioterapia?
A quimioterapia afeta as pessoas de formas diferentes. Como o paciente se sente depende de sua saúde geral antes do tratamento, tipo e estágio do câncer, tipo de quimioterapia e a dose. Algumas pessoas não se sentem bem logo depois da quimioterapia. Um dos efeitos colaterais mais comuns é a fadiga.
Pode-se trabalhar durante o tratamento de quimioterapia?
Muitas pessoas podem trabalhar durante o tratamento de quimioterapia, desde que ele se encaixe na agenda e não sintam-se muito mal. Poder ou não trabalhar depende do tipo de trabalho da pessoa. Se o trabalho permitir, o paciente pode trabalhar meio expediente ou em casa nos dias que não se sentir muito bem. 
Como saber se a quimioterapia está funcionando?
O médico fará exames físicos e testes como exame de sangue e raio-x. Não se pode dizer se a quimioterapia está funcionando baseando-se nos efeitos colaterais. Algumas pessoas acham que a quimioterapia está funcionado bem porque estão tendo muitos efeitos colaterais. Outras podem achar que a quimioterapia não está funcionando bem porque não estão tendo efeitos colaterais. A verdade é que efeitos colaterais não têm relação com eficácia que a quimioterapia está combatendo o câncer.


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Contatos

* Nosso Endereço:

* Av. Maria Quitéria, 2.476 – Queimadinha – Feira de Santana – Ba

* CEP  44.040-070

* Telefone: (75) 3226-5132 

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Estatuto Social Reformulado através de Assembléia Geral e de acordo com leis específicas
atualizadas, com registro em Cartório pertinente, assim como, todos os demais documentos

Certificado do Conselho Municipal de Assistência Social

Utilidade Pública: Municipal, Estadual com as devidas certidões periódicas pelos órgãos
competentes que atestam a permanência)

Extrato do Estatuto Social publicado em Diário

CNPJ atualizado   05.363.115/0001-64





Doações

* Doador fixo

- Através do carnê com contribuição a partir de R$ 10,00 (dez reais) ou depósito bancário na conta da AAPC.

* Conta Bancária:

- Banco: Caixa Econômica Federal, Agência 1611       C/C 0367-0

* Doações eventuais 

- Doação de alimentos – para compor a cesta básica e ajudar nas refeições oferecidas no alojamento. Os pacientes que estão em tratamento de quimio e radioterapia necessitam de uma alimentação saudável para sua recuperação. 

- Roupas e acessórios novos e usados – Contribuir com o bazar, com a campanha do agasalho e fornecer material necessários para as oficinas e cursos desenvolvidos dentro da Associação.

- Material de Limpeza e higiene pessoal – Para compor a cesta básica e utilização no alojamento.

- Material escolar, de escritório e recreação – Para uso das crianças e adolescentes e para utilização nos cursos.

- Encontros beneficentes – Grupos diversos promovem um evento em prol das pessoas com câncer, doando toda sua arrecadação ou parte dela para a AAPC.

* Telemarketing

- Alcançar a sociedade feirense através das ligações telefônicas feitas pelos nossos operadores, levando esclarecimento da dificuldade que o paciente de câncer enfrenta.

Atividades da casa de apoio

* Acompanhamento com psicólogo e psicanalista
* Suporte jurídico – orientação e auxilio através de advogado voluntário
* Encaminhamento social - aquisição do BPC e passe livre no transporte coletivo
* Distribuição de cestas básicas e leite
* Fornecimento de bolsa de colostomia
* Fornecimento de filtros de barro – para os pacientes que não tem água potável em sua residência
* Acompanhamento individual e familiar
* Reiki  e OKI-OME – terapias alternativas
* Iridólogas naturalistas
* Palestras educativas
* Festas comemorativas
* Bazar permanente de Novos e Usados
* Empréstimo de cadeiras de rodas, muletas, etc
* Oficinas de culinária
* Aulas de artesanato
* Cursos e palestras
* Dinâmica de grupos

Projetos

Projeto Hospedeiro - Atende as pessoas carentes que não moram na cidade e vem fazer o tratamento em Feira.  Elas são hospedadas com um acompanhante, recebem as refeições, atendimento psicológico e as provisões necessárias para atenuar o impacto de estarem fora do meio de sua convivência.

Projeto SOS MamaConfecciona prótese mamária para as mulheres mastectomizadas, que não tem condições de adquirir uma prótese de silicone nas farmácias e cirurgia de enxerto. Apesar de a reconstrução mamária imediata ser garantida por lei, nem todas as mulheres a querem ou têm acesso à ela.

Projeto Canguru IConsiste no apoio logístico, ou seja, transportar os pacientes com dificuldades das cidades circunvizinhas, dos distritos, dos bairros assegurando a conclusão dos tratamentos, as visitas residenciais e hospitalares, o transporte das cestas básicas e a freqüência nas atividades da Associação. O SMTT de Feira de Santana concede o passe livre municipal para as pessoas com câncer desde que estejam habilitadas a receber.

Projeto Canguru IIDoação de bolsas de colostomia para os pacientes com câncer de intestino.